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D. Bosco e Portugal

Os Salesianos foram fundados por D. Bosco, um santo italiano que viveu entre 1815 e 1888 e que dedicou toda a sua vida à educação da juventude. Fruto dessa experiência e entrega D. Bosco formulou o Sistema Preventivo, a educação em clave Salesiana. É imbuída nesse espírito que nasce a primeira obra salesiana na cidade de Turim, é com esse carisma que D. Bosco envia os seus jovens Salesianos para todo o mundo, também para o nosso Portugal.

As relações de D. Bosco com Portugal começam em 1844, através da família portuguesa Rademaker, fixada em Turim entre 1829 e 1848. O Pe. Daniel Rademaker, um dos amigos íntimos de D. Bosco e colaborador assíduo no Oratório de Turim, continuou a corresponder-se com ele após o regresso à pátria. Mas, a figura que mais fortemente ligou D. Bosco a Portugal foi indubitavelmente o Pe. Sebastião Leite de Vasconcelos que, desde 1880, manteve com Turim intensa correspondência em ordem a conseguir os Salesianos para o Porto. O Pe. Sebastião de Vasconcelos contactou pessoalmente D. Bosco em 1882 e, imbuído do seu espírito, fundou em 1883 a Oficina de S. José do Porto, para a educação e qualificação profissional dos rapazes da rua, imprimindo-lhe a fisionomia típica de uma casa salesiana. Na verdade, o seu intuito era entregar esta obra aos salesianos logo que eles pudessem assumir a direção.

Atente-se ao facto de o Pe. Sebastião Leite de Vasconcelos ter feito a instrução primária e secundária no Colégio dos Órfãos do Porto!

Salesianos do Porto

Os Salesianos do Porto são um colégio privado da Fundação Salesianos. Em 2011 foi adquirido o atual edifício à Câmara Municipal do Porto com o propósito de renovar a presença salesiana na Cidade Invicta.

No ano seguinte, com o intuito de apresentar um projeto educativo-pastoral em linha com o sistema preventivo salesiano e capaz de se sintonizar plenamente com as crianças, adolescentes e jovens de hoje e com o seu mundo, iniciaram-se as obras de restauro e modernização dos espaços.

Num mundo sempre mais complexo e a experimentar mudanças velozes, que se configura como um tabuleiro de incertezas, indefinições e complexidade, a resposta dos Salesianos do Porto a estas circunstâncias é um elemento singular e enérgico na hora de moldar o futuro.

Os níveis de ensino que constituem a oferta educativa dos Salesianos do Porto são pré-escolar (3 aos 5 anos); 1º, 2º e 3º Ciclo e Ensino Secundário (Científico-Humanístico e Cursos de Planos Próprios).

A Proposta Educativa dos Salesianos do Porto projeta o referencial educativo salesiano, situando a educação numa gramática que vai para além da escolar, a gramática do coração, constituindo-se assim uma reposta capaz de proporcionar ao jovem aquilo que é próprio da sua natureza, “sonhar coisas grandes, buscar horizontes amplos, ousar mais, ter vontade de conquistar o mundo, ser capaz de aceitar propostas desafiadoras e desejar contribuir com o melhor de si mesmo para construir algo”(Papa Francisco).

A presença Salesiana no Porto, para além do Colégio, estende-se a outros ambientes, nomeadamente, Cooperadores Salesianos e ADMA, Edições Salesianas e Livraria Salesiana, Centro Juvenil e Centro de Antigos Alunos Salesianos, Casa Juvenil S. João Bosco e SolSal (Solidariedade Salesiana).

Colégio dos Órfãos de Nossa Senhora da Graça

Fundado pelo Pe. Baltazar Guedes, em 1651, este colégio-internato funcionou desde 1903 até 2011 no atual edifício dos Salesianos do Porto, antigo seminário que, reduzido a ruínas, deve a restauração à Câmara Municipal do Porto, sua proprietária.

Em setembro de 1951 a Câmara confia a direção aos Salesianos, mediante um contrato que lhes dá «inteira autonomia» no que diz respeito quer à direção quer à administração simples. Mantém-se o tipo de escola primária e técnica, acrescentando os Salesianos às oficinas existentes as secções de mecânica e artes gráficas. Mas, com o evoluir do sistema escolar no país, também aqui o ensino técnico vai cedendo lugar ao ensino liceal.

O Colégio dos Órfãos, além da sua missão específica a nível interno, torna-se um meio importante de irradiação social e apostólica, através de atividades várias que o projetam na comunidade local. É o oratório festivo que vai exercendo o seu influxo de transformação particularmente nos bairros de S. Vítor e das Fontainhas. É o centro de catequese que movimenta e prepara religiosamente centenas de crianças e jovens. É o centro de antigos alunos salesianos, transferido da Oficina de S. José para este local (depois de ter funcionado por algum tempo na casa das Edições Salesianas), o qual promove iniciativas culturais e desportivas, sendo de realçar a modalidade de basquetebol, com projeção nacional.

A partir de 1992 novas perspetivas se abrem, no sentido de repor – em novos moldes como é óbvio – o ensino técnico-profissional interrompido duas décadas atrás. Optou-se pelo “curso tecnológico de indústrias gráficas e transformadoras do papel” que pôs nas mãos dos finalistas uma carteira profissional com a qual poderiam inserir-se facilmente no mundo do trabalho se não preferissem outras opções.

A Oficina de S. José do Porto

A aceitação da Oficina de S. José do Porto, em 1909, representava a satisfação de uma dívida em atraso por parte da Sociedade Salesiana para com o Pe. Sebastião de Vasconcelos, que em 1883 fundara aquela inspirado por Dom Bosco e baseado na promessa deste em lhe enviar Salesianos para a dirigirem. Todavia, foi preciso esperar até outubro de 1909 para ver a promessa cumprida não por Dom Bosco (falecido em 1888), mas pelo seu sucessor, Pe. Miguel Rua. Quando os salesianos tomaram posse da Oficina de S. José, havia um ano que o Pe. Vasconcelos estava em Beja como bispo daquela diocese.

A ação dos Salesianos foi bruscamente interrompida pelo golpe revolucionário de 1910, seguindo a mesma sorte dos outros institutos religiosos atingidos pelo decreto-lei de 8 de outubro. Os Salesianos foram obrigados a abandonar a casa e o pessoal estrangeiro a deixar o país.

O regresso dos Salesianos à Oficina de S. José do Porto só voltaria a acontecer em maio de 1922.

Quer com a presença do Pe. Sebastião de Vasconcelos, durante mais de vinte anos, quer com a presença dos salesianos – a qual se prolongou, após 1920, até 1951- , a Oficina de S. José impôs-se, não apenas no âmbito da Cidade Invicta, mas à escala do país, como uma das instituições mais prestigiadas no respeitante à educação dos rapazes da rua. Do seu impacto são prova eloquente a simpatia conquistada no meio portuense e o grupo dinâmico de antigos alunos nos campos religioso, social, cultural e desportivo.

Em 1951 os Salesianos viram-se obrigados a deixar a Oficina de S. José.